January 9, 2014

Oliver fazendo oração

É tão bom quando ensinamos coisas repetidas vezes finalmente eles pegam. Meu querido marido está afastado há há algum tempo, e como eu sou a única aqui que está indo para igreja, é minha total responsabilidade de ensinar o Evangelho para meu filho. Não vou dizer que é fácil, mas com o tempo as coisas estão caminhando. Como eu sou grata por não ter me afastado da Igreja quando o Mat decidiu que não queria mais ir. No começo eu briguei, fiquei super desapontada (não posso esconder que ainda estou), mas bola para a frente, pois a vida continua.

E no momento em que eu mais precisava de ajuda para enfrentar isto, foi quando eu li um artigo no Ensign sobre uma mulher que estava numa situação muito similar à minha. E da mesma forma que eu olhava para as famílias no domingo, pai, mãe e filhos todos juntos, me dava ainda maior tristeza. Eu me sentia sozinha, desamparada. Como de costume sentei no último banco (Oliver fica muito agitado durante a reunião, e muitas vezes eu tenho que sair rapidamente para acalma-lo), eu observo as famílias interagindo. Eu sentia pena de mim mesma por estar sozinha quando meu filho fazia escândalo, que  para ser sincera me matava de vergonha. Eu me sentia mal, pois parecia que o Oliver era o único que fazia isto. Mas graças a meus amigos, muitas vezes eles o levavam para fora para que eu pudesse assistir à reunião sacramental.

Aprendi com este artigo que li a não sentir pena de mim mesma, não achar que só porque as famílias estavam lá todas juntas, não significava que eles não tinham dificuldades ou estavam sofrendo mais do que eu estava. Aprendi a amar o Mat ainda mais,  mesmo ele não esteja indo à Igreja, e fazendo as coisas que deveria fazer. Aprendi a apreciar  e focar mais nas qualidades dele, ao invés dos defeitos. Isto me ajudou a ter esperança e fazer minha parte para voltar a morar com o Senhor um dia. Tudo isto que eu aprendi me tirou um peso gigantesco que estava sobre meus ombros, e agora posso dizer que sou uma pessoa feliz mesmo com todas as dificuldades.

Muita coisa mudou no meu relacionamento com meu filho. Hoje em dia sinto muito mais ligada a ele, sinto mais amor, consigo desfrutar melhor com a companhia dele. Ele é meu companheirinho! Vejo hoje que é muito mais fácil ensinar o Evangelho de uma forma mais leve, mais divertida para ele. A constância o ajudou a fazer oração, ser mais comportado e obediente. Não vou que estamos 100%, mas já fizemos um progresso tremendo comparado há tempos atrás. Sinto que estou sendo uma boa mãe para ele, e isto me faz tão, mas tão feliz. Saber que minha atitude positiva está afetando tremendamente o futuro do meu filhote! 




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