Como as coisas poderiam ser diferentes
Quando acordei fiquei pensando em todas as coisas que me aconteceram nestes últimos 4 anos. Eu me casei com o homem que mais amo no mundo, tive um filho lindo, muito desejado, muito amado. Sou feliz no meu casamento. Sou feliz como mãe. Mas hoje uma coisa me fez pensar em tudo que está me acontecendo agora.
Estamos passando por muitas dificuldades financeiras, nosso carro quebrou a caixa de marcha e vamos ter que desembolsar uma quantia que não esperávamos gastar, isso vai nos deixar numa situação muito difícil, mais ainda do que era antes.
Quando o Mat voltou para casa, e disse quanto teríamos que gastar no conserto do carro eu quase caí para trás. Nossa, eu chorei muito muito muito,nem consegui dormir direito aquela noite de tão preocupada que estava. Na mesma noite botei os meus joelhos no chão e orei ao Senhor para buscar alguma orientação do que fazer, buscar calma para pensar que providências deveríamos tomar.
Após orar por algum tempo, senti meu coração mais calmo e a certeza de que tudo iria se resolver no devido tempo. Interessante o modo do qual o Senhor trabalha, ele dá as dificuldades a seus filhos para que assim nós nos acheguemos mais à Ele. Eu tive o sentimento de gratidão no meu peito, de que tudo aquilo era para o nosso bem e nosso crescimento espiritual.O Mat estava afastado da Igreja há mais de 2 anos, assim como eu estava. Nos afastamos porque quando estávamos em Belo Horizonte, nos sentíamos muito sozinhos e não tínhamos amizades na Igreja.
O Mat é uma pessoa um pouco tímida e para ele fazer amizade com alguém leva um tempo. Eu já sou diferente, falo com as pessoas tranquilamente. Tínhamos mudado para esta nova ala e trabalhávamos muito no Outback, que sugava praticamente todo o nosso tempo. Eu estava grávida na época e perto de ter o bebê. Quando Oliver nasceu aí que as coisas complicaram, primeiro filho sem experiência nenhuma eu ficava sempre na casa da minha mãe. E o Mat se matando de trabalhar em 2 empregos. Aí que não queríamos saber de ir à Igreja. Desistimos de tudo.
Assim que Oliver completou 7 meses o Mat voltou para os Estados Unidos, porque a vida no Brasil estava ficando muito difícil, só tínhamos dinheiro para pagar o aluguel, que era caríssimo, pois morávamos numa casa(se é que pode se chamar de casa)minúscula, que pelo fato de estar perto do centro de Belo Horizonte o dono achava que poderia cobrar aquele valor absurdo, as contas, e compras básicas. Não sobrava nada para a gente guardar na poupança e sair daquela vida. Então ele foi em dezembro de 2010 de volta para os EUA. Eu saí da casa onde morávamos e voltei a morar com os meus pais, saí do Outback, e comecei a trabalhar numa grande rede de cosméticos e perfumaria, eu estava mais feliz lá.
Coloquei o Oliver numa creche, mas o que eu mais queria era rever meu marido de novo. A saudade cada dia mais aumentava, parecia uma tortura sem fim. A minha mãe sempre me dava apoio, me consolava, mas não era a mesma coisa. Eu sonhava com o dia em que eu ia rever meu doce e amado marido. Finalmente este dia chegou, eu embarco para os EUA com meu filho e a ansiedade de como se fosse a primeira vez que a gente fosse se ver.
Depois de 7 longos meses longe, eu conto as horas para revê-lo.
Levou 25 horas de viagem até eu chegar em Arkansas, isto porque houve cancelamentos e atrasos que não tinham sido avisados. Fiz 4 escalas ao invés de 3, em uma das escalas que foi em Orlando, fiquei 7 horas e 1/2 esperando o próximo vôo. E com um bebê de 15 meses, foi torturante. Eu dava voltas e voltas naquele aeroporto para distrair e acalmar o Olie, pois ele chorava por qualquer coisa. Eu já nem queria olhar mais para o relógio. Finalmente mudamos para o próximo aeroporto e o próximo, e finalmente Arkansas! Estava destruída física e mentalmente, mas não via hora de cruzar o os portões e rever o meu amado marido.
Quando o vi, minhas pernas ficaram trêmulas, na verdade meu corpo inteiro. Dei o abraço e o beijo mais esperado, estava tão feliz, nem acreditava que estava lá e com ele. Agora nossa família estava completa. Quando eu e Mat nos conhecemos estávamos servindo uma missão em São Paulo, eu estava na minha primeira área, e ele estava na última área. Nos tornamos muito amigos, pois tínhamos muitas coisas em comum, ele gostava de metal e andar de skate.
Ele me falava que eu não tinha frescura como as outras sisters, o que me tornava uma pessoa diferente. Sempre quando conversávamos nas reuniões de zona era sobre bandas que gostávamos e coisas que fazíamos em comum antes de sermos missionários. Foi triste quando ele voltou para os Estados Unidos, pois tinha um amigo muito legal. Ele me passou o endereço e email, para que eu pudesse escrevê-lo. Escrevi alguns emails, mas não sabia que não era permitido, até o momento em que eu perguntei ao meu presidente de missão (Presidente Teixeira)numa das entrevistas, se eu poderia escrever emails para o Mat.
Ele disse que não e que eu deveria escrever cartas para ele. Eu até escrevi uma, mas não mandei por preguiça, ele também não me escreveu nenhuma. O tempo foi passando, nem lembrava mais dele. Quando voltei para casa, um dia mexendo no meu Orkut, vi que o Mat e eu tínhamos amigos em comum. Não pensei 2 vezes, adicionei e escrevi perguntando se ele ainda lembrava de mim. Ele me adicionou, trocamos MSN's e restabelecer a amizade que tínhamos antes. Algumas semanas se passaram, e o sentimento evoluiu e passamos a nos gostar cada vez mais. Um dia ele confessou que desde a missão gostava muito de mim, pois eu tinha um jeito diferente, que ele sempre quis se casar com uma pessoa assim como eu, palavras dele.
Eu me senti tão bem ao ouvir isto, que parecia que meu coração ia pular da boca. Eu sempre o achei um cara bonito. E aqueles olhos azuis... Fizemos jejum para saber a vontade do Senhor, e numa manhã de sábado, ele me escreve dizendo que sentiu que a gente não ia dar certo que aquele relacionamento não iria para frente.
Nem pude acreditar no que eu estava lendo. O que? Na hora me senti anestesiada. Ele encerrou a conversa e depois daquilo não nos falamos mais. Resolvi escrever uma carta falando tudo que eu estava sentindo, explicar para ele que este tempo em que não nos falamos me fez pensar em tudo o que falamos.
E que eu o queria de volta. Na verdade nós não estávamos namorando, só conversando a respeito dos sentimentos um para o outro. Ele recebeu minha carta, mas demorou um tempo para me responder. Ele me disse algum tempo depois, que não tinha coragem de abrir a carta. Os sentimentos dele por mim ainda estavam lá no fundo, mas ele tinha medo de se machucar ou ter as expectativas dele não correspondidas...
Quando acordei fiquei pensando em todas as coisas que me aconteceram nestes últimos 4 anos. Eu me casei com o homem que mais amo no mundo, tive um filho lindo, muito desejado, muito amado. Sou feliz no meu casamento. Sou feliz como mãe. Mas hoje uma coisa me fez pensar em tudo que está me acontecendo agora.
Estamos passando por muitas dificuldades financeiras, nosso carro quebrou a caixa de marcha e vamos ter que desembolsar uma quantia que não esperávamos gastar, isso vai nos deixar numa situação muito difícil, mais ainda do que era antes.
Quando o Mat voltou para casa, e disse quanto teríamos que gastar no conserto do carro eu quase caí para trás. Nossa, eu chorei muito muito muito,nem consegui dormir direito aquela noite de tão preocupada que estava. Na mesma noite botei os meus joelhos no chão e orei ao Senhor para buscar alguma orientação do que fazer, buscar calma para pensar que providências deveríamos tomar.
Após orar por algum tempo, senti meu coração mais calmo e a certeza de que tudo iria se resolver no devido tempo. Interessante o modo do qual o Senhor trabalha, ele dá as dificuldades a seus filhos para que assim nós nos acheguemos mais à Ele. Eu tive o sentimento de gratidão no meu peito, de que tudo aquilo era para o nosso bem e nosso crescimento espiritual.O Mat estava afastado da Igreja há mais de 2 anos, assim como eu estava. Nos afastamos porque quando estávamos em Belo Horizonte, nos sentíamos muito sozinhos e não tínhamos amizades na Igreja.
O Mat é uma pessoa um pouco tímida e para ele fazer amizade com alguém leva um tempo. Eu já sou diferente, falo com as pessoas tranquilamente. Tínhamos mudado para esta nova ala e trabalhávamos muito no Outback, que sugava praticamente todo o nosso tempo. Eu estava grávida na época e perto de ter o bebê. Quando Oliver nasceu aí que as coisas complicaram, primeiro filho sem experiência nenhuma eu ficava sempre na casa da minha mãe. E o Mat se matando de trabalhar em 2 empregos. Aí que não queríamos saber de ir à Igreja. Desistimos de tudo.
Assim que Oliver completou 7 meses o Mat voltou para os Estados Unidos, porque a vida no Brasil estava ficando muito difícil, só tínhamos dinheiro para pagar o aluguel, que era caríssimo, pois morávamos numa casa(se é que pode se chamar de casa)minúscula, que pelo fato de estar perto do centro de Belo Horizonte o dono achava que poderia cobrar aquele valor absurdo, as contas, e compras básicas. Não sobrava nada para a gente guardar na poupança e sair daquela vida. Então ele foi em dezembro de 2010 de volta para os EUA. Eu saí da casa onde morávamos e voltei a morar com os meus pais, saí do Outback, e comecei a trabalhar numa grande rede de cosméticos e perfumaria, eu estava mais feliz lá.
Coloquei o Oliver numa creche, mas o que eu mais queria era rever meu marido de novo. A saudade cada dia mais aumentava, parecia uma tortura sem fim. A minha mãe sempre me dava apoio, me consolava, mas não era a mesma coisa. Eu sonhava com o dia em que eu ia rever meu doce e amado marido. Finalmente este dia chegou, eu embarco para os EUA com meu filho e a ansiedade de como se fosse a primeira vez que a gente fosse se ver.
Depois de 7 longos meses longe, eu conto as horas para revê-lo.
Levou 25 horas de viagem até eu chegar em Arkansas, isto porque houve cancelamentos e atrasos que não tinham sido avisados. Fiz 4 escalas ao invés de 3, em uma das escalas que foi em Orlando, fiquei 7 horas e 1/2 esperando o próximo vôo. E com um bebê de 15 meses, foi torturante. Eu dava voltas e voltas naquele aeroporto para distrair e acalmar o Olie, pois ele chorava por qualquer coisa. Eu já nem queria olhar mais para o relógio. Finalmente mudamos para o próximo aeroporto e o próximo, e finalmente Arkansas! Estava destruída física e mentalmente, mas não via hora de cruzar o os portões e rever o meu amado marido.
Quando o vi, minhas pernas ficaram trêmulas, na verdade meu corpo inteiro. Dei o abraço e o beijo mais esperado, estava tão feliz, nem acreditava que estava lá e com ele. Agora nossa família estava completa. Quando eu e Mat nos conhecemos estávamos servindo uma missão em São Paulo, eu estava na minha primeira área, e ele estava na última área. Nos tornamos muito amigos, pois tínhamos muitas coisas em comum, ele gostava de metal e andar de skate.
Ele me falava que eu não tinha frescura como as outras sisters, o que me tornava uma pessoa diferente. Sempre quando conversávamos nas reuniões de zona era sobre bandas que gostávamos e coisas que fazíamos em comum antes de sermos missionários. Foi triste quando ele voltou para os Estados Unidos, pois tinha um amigo muito legal. Ele me passou o endereço e email, para que eu pudesse escrevê-lo. Escrevi alguns emails, mas não sabia que não era permitido, até o momento em que eu perguntei ao meu presidente de missão (Presidente Teixeira)numa das entrevistas, se eu poderia escrever emails para o Mat.
Ele disse que não e que eu deveria escrever cartas para ele. Eu até escrevi uma, mas não mandei por preguiça, ele também não me escreveu nenhuma. O tempo foi passando, nem lembrava mais dele. Quando voltei para casa, um dia mexendo no meu Orkut, vi que o Mat e eu tínhamos amigos em comum. Não pensei 2 vezes, adicionei e escrevi perguntando se ele ainda lembrava de mim. Ele me adicionou, trocamos MSN's e restabelecer a amizade que tínhamos antes. Algumas semanas se passaram, e o sentimento evoluiu e passamos a nos gostar cada vez mais. Um dia ele confessou que desde a missão gostava muito de mim, pois eu tinha um jeito diferente, que ele sempre quis se casar com uma pessoa assim como eu, palavras dele.
Eu me senti tão bem ao ouvir isto, que parecia que meu coração ia pular da boca. Eu sempre o achei um cara bonito. E aqueles olhos azuis... Fizemos jejum para saber a vontade do Senhor, e numa manhã de sábado, ele me escreve dizendo que sentiu que a gente não ia dar certo que aquele relacionamento não iria para frente.
Nem pude acreditar no que eu estava lendo. O que? Na hora me senti anestesiada. Ele encerrou a conversa e depois daquilo não nos falamos mais. Resolvi escrever uma carta falando tudo que eu estava sentindo, explicar para ele que este tempo em que não nos falamos me fez pensar em tudo o que falamos.
E que eu o queria de volta. Na verdade nós não estávamos namorando, só conversando a respeito dos sentimentos um para o outro. Ele recebeu minha carta, mas demorou um tempo para me responder. Ele me disse algum tempo depois, que não tinha coragem de abrir a carta. Os sentimentos dele por mim ainda estavam lá no fundo, mas ele tinha medo de se machucar ou ter as expectativas dele não correspondidas...
1 comment :
Olá...entrei no seu blog por um acaso..Que história bonita. Parabéns!
Ana Paula.
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